COMUNIDADE

Associação Desportiva e Cultural Vila Real

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Fazenda Vila Real

A localidade de Fazenda Real está situada a 9 km da sede do Município de Viseu - PA, sua população é de aproximadamente 1.200 habitantes.

Segundo relatos de moradores antigos, entre eles o senhor Jonas Farias Gonçalves, e a senhora Joana Ribeiro de Carvalho, um dos primeiros moradores da referida localidade foi um senhor maranhense chamado José Domingos Siqueira, que antes residia na Praia de Apeú Salvador, e cuja função era a de vaqueiro.

Conforme os relatos de antigos moradores ele teria vindo para a região fugido de seus patrões, que na época da chamada “ferra do gado”1 matavam os vaqueiros para não pagarem o que lhes deviam. Veio com sua esposa e seus seis filhos (um homem e cinco mulheres) de sua terra natal.

 

Atravessou o rio de uma localidade chamada Limondeua e, chegando ao porto, entraram mata adentro, quando encontraram um terreno onde havia um lago que servia de bebedouro aos animais. Lá, o senhor ergueu uma pequena barraca e iniciou com sua família algumas plantações para a sua subsistência.

Para chegar às margens do Rio Gurupi, onde estava instalada a localidade de Viseu, seu Domingos fez caminho estreito até o local. Ali encontrou pescadores e índios habitando a região, local onde mais tarde vinha trocar seus cultivos, além de peixes e de azeite, entre outros produtos. Passados alguns anos chegou a Viseu outra família, chamada Ribeiro, também maranhense, vindo corrida das guerras maranhenses e, não podendo ficar em Viseu, com medo de serem apanhados, seguiram o caminho que Domingos fizera, encontrando-o.

 

A partir da permissão de seu conterrâneo, a família se instalou naquele lugar. Ambas as famílias começaram seus trabalhos de agricultura (mandioca, milho, feijão, entre outros) e, mais tarde, os da pesca, assim como outras atividades que realizavam conjuntamente.

 

Por serem caminhos estreitos e ainda muito atrasados em termos de desenvolvimento, não existia outro meio de transportar seus alimentos que não fosse a pé. Com o tempo, os 1 Ato de marcar no gado com ferra em brasa as letras iniciais do nome do proprietário. 15 relacionamentos entre as duas famílias foram se estreitando e, a partir daí, foram constituindo outras famílias, povoando, assim, o lugar.

 

Segundo os depoimentos do senhor Jonas Farias Gonçalves e de dona Joana Ribeiro de Carvalho, de acordo com o que contaram seus antepassados, o pequeno lugar cresceu e alguns fazendeiros começaram a fazer criatórios bovinos naquela região. Entre aquele vilarejo e outro, chamado Limondeua, existia uma fazenda onde viviam algumas “mulheres da vida” (meretrizes), como as chamavam naquela época. Daí que alguns homens de Limondeua iam com certa frequência ao local, chamando o lugar de “Fazenda”.

 

Com o passar do tempo muitas intrigas surgiram e, finalmente, conseguiram acabar com a “fazenda” das meretrizes, mas continuaram chamando o vilarejo de Fazenda. Após alguns anos os moradores tentaram modificar o nome de Fazenda para “Alto Livramento”, fato que não teve êxito, pois os moradores de outras localidades e, até mesmo do lugar, já estavam acostumados com o referido nome.

 

Com a chegada da primeira professora, cujo nome era Raimunda Pelúcia Monteiro, sabe-se que seguidamente a senhora comentava sobre a história do Brasil e a chegada da Família Real de Portugal. Os habitantes do local dizendo que aquela vila era um pedacinho do Brasil e que a mesma possuía influências da família real, então, estabeleceram uma ligação entre o lugar e a dita família, ficando, assim, o nome da localidade de “Fazenda Real”.

 

O povoado foi se desenvolvendo cada vez mais, constituindo ramais, o sistema econômico e social foi crescendo. Com a continuação do desenvolvimento, a localidade iniciou as suas festas religiosas. Hoje, ela é constituída por 185 famílias com uma população de 1208 habitantes.

 

Possui algumas organizações sociais e eclesiais, como associações de moradores, associações de pequenos agricultores e as pastorais da família, da criança e da juventude, além de microssistema de abastecimento de águas, sede comunitária, igreja, telefonia, energia elétrica, além de transporte urbano diário.

 

A principal atividade econômica da comunidade é a agricultura, que tem como base o cultivo da mandioca, do milho e do feijão, além da pesca e da extração de caranguejo.